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16-06-2017 - Marketing digital é foco de seminário calçadista
O marketing digital, mais especificamente o realizado por meio...

 O marketing digital, mais especificamente o realizado por meio dos chamados influenciadores, esteve no foco da 21ª edição do Seminário Nacional da Indústria do Calçado (SNIC), evento realizado terça-feira (13), pela Abicalçados, na Unisinos. Com nomes de peso, o evento contou com grande e qualificado quórum de mais de 250 pessoas. "Mais de 90% do público era de estudantes e criativos ligados ao setor", ressaltou o gestor de Projetos da Abicalçados, Cristian Schlindwein. 

Citando cases, o primeiro palestrante foi o jornalista e professor Cristiano Santos, que falou sobre o poder das redes sociais e o papel das mesmas tanto no sucesso quanto no fracasso da marca."Cerca de 60% das pessoas usam as redes sociais antes de comprar produtos", frisou. Segundo ele, influenciadores digitais, anônimos ou não, são alternativas importantes e que devem fazer parte da estratégia comercial de qualquer marca que busque visibilidade e sucesso nas vendas. Gestão de crise também foi abordada por Santos. Para ele, quando num momento crítico, a marca age rapidamente – e com qualificação – ela tende a ganhar "advogados" para a defesa. 

A segunda palestra foi ministrada pelos diretores da W3haus, Tiago Niederauer e Patrícia Angeletti, que trouxeram dados do crescimento do mercado digital no Brasil e também o case de sucesso da TIC TAC. De acordo com os gestores, o marketing digital no País já movimenta mais de R$ 200 milhões por ano, sendo que o crescimento estimado para 2017 é de 26%. "Além disso, 34% das pessoas preferem comprar um produto endossado nas redes sociais, número que cai para 27% quando o assunto é TV", afirmou Patrícia, ressaltando que a estimativa é de que para cada R$ 1 investido com influenciadores o retorno é seja de R$ 6 para a empresa. "E o Brasil tem um campo de ação muito grande, pois dos 100 canais mais importantes do mundo no Youtube – a plataforma mais relevante – 24 são brasileiros", acrescentou. 
A terceira palestra foi realizada pelo especialista em Inteligência de Dados e co-fundador da Atlas Media Lab, Gabriel Ishida, que falou sobre seleção e mensuração de resultados das ações com influenciadores digitais. Segundo ele, mais importante do que likes é o engajamento proporcionado pelo influenciador. "Existem ferramentas tanto para a seleção de influenciadores, por engajamento, áreas de interesse e potencial de propagação, como mensuração de resultados com visibilidade Trata-se de um investimento importante", frisou. Ishida ressaltou que, para escolher o profissional para ação, é importante segmentar. Existem três tipos de influenciadores: o broadcaster (celebridade), bom para ações de alto alcance e com escala; o conector, que tem baixo/médio alcance, mas um público mais qualificado e engajado; e o legitimador, que também de baixo/médio alcance, mas um público altamente interativo e engajado, ideal para targets específicos e exigentes de credibilidade. "O ideal é combinar os três tipos", destacou. 
Felipe Oliva, CEO da plataforma líder de marketing com micro-influenciadores que atende mais de 100 marcas, a Squid, discorreu sobre a mudança da publicidade no ambiente digital. "Hoje o banner já não é mais eficiente, é preciso outra estratégia, aí que entra o papel dos micro-influenciadores, especialmente pela credibilidade e base de confiança que detêm com os seguidores", destacou. Oliva comentou ainda sobre os chamados "advogados das marcas", que podem ser criados por meio da ação dos influenciadores digitais.