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27-10-2017 - Indústria Jovem: bate-papo teve dicas para melhorar a gestão de pessoas e de produção
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Durante a Mostratec, realizada pela Fundação Liberato, na Fenac, o SinmaqSinos promoveu, quarta-feira (25), um bate-papo junto a empresários fabricantes de máquinas para tratar dos temas gestão de pessoas e de produção.

 

Na abertura do evento, falou o presidente do SinmaqSinos, Heitor Schreiber. A seguir, a diretora executiva do SinmaqSinos, Cristiane Stoffel Pinheiro fez um relato das ações do Projeto Indústria Jovem, que teve início em novembro de 2014, mostrando aos estudantes o quanto a atividade industrial pode ser realizadora.

O diretor da Fundação Liberato, Leo Weber, destacou o foco da escola no desenvolvimento da pesquisa e inovação. Enfatizou que a Mostratec antecipa o contato do jovem com a ciência e a tecnologia, o que o beneficia no acesso ao mercado de trabalho. Ainda destacou que a feira tem expositores de 42 municípios e visitada por 40 mil estudantes. Finalmente, agradeceu ao SinmaqSinos pela oportunidade que deu para dois estudantes participarem de uma feira na Itália.

O bate-papo foi mediado por Vilmar Martins, integrante do Grupo de RH do Sinmaq SinmaqSinos e gerente administrativo da Mecsul Máquinas e Equipamentos. Os debatedores foram o diretor industrial da Ferramentas Gedore do Brasil, Volker Lübke e o vice-presidente de operações da Stihl Ferramentas Motorizadas, Arno Tomasini. 

Volker destacou a necessidade de qualificação das pessoas com surgimento de novas tecnologias como a indústria 4.0. Neste sentido, observou que a Gedore prioriza a contratação de estagiários, porque eles ainda não estão viciados e se adéquam melhor ao modelo da empresa. Reforçou que os jovens devem entender que os cargos precisam ser conquistados. Devemos mostrar que a nossa empresa oferece perspectivas, mas há um caminho a ser seguido. Destacou ainda que "os estagiários são colocados em um rodízio de funções, para que tenham uma compreensão maior do contexto da empresa".

"O jovem parece um pouco perdido", afirmou Tomasini, mas sublinhou que ele tem potencial, porque tem muita energia. Neste sentido, sugeriu que se contrate o jovem que tem brilho nos olhos. Destacou que a Stihl tem funcionários de várias gerações, o que exige compreensão de uns com os outros. Valorizar o funcionário também foi defendido por ele: 75% das nossas promoções são internas. Outro ponto destacado por Tomasini é o investimento na qualificação. A partir da necessidade maior de automação fez com a que a Stihl desenvolvesse parceria com escolas e está formando os próprios profissionais, que são contratados para estudar mecatrônica, já pensando no futuro.

Os dois debatedores mencionaram a importância de programas como o Lean Manufacturing, que tem como foco a redução dos oito tipos de desperdícios (superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento, defeitos e desperdício intelectual). As empresas precisam fazer o mapeamento do fluxo de valor, eliminando tudo que não agrega valor ao produto.  

Tomasini destacou também a importância das escolas técnicas venderem melhor a indústria para os alunos. "Precisamos atrair os jovens talentos para o crescimento da indústria", enfatizou. Na Stihl, por exemplo, existe um programa que valoriza muito as boas ideias e que todos os funcionários têm acesso direto.