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06-12-2017 - FIERGS estima crescimento da economia no Brasil em 2018
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Após duas fortes quedas consecutivas em 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,6%), a economia brasileira começa a apresentar os primeiros resultados positivos. A expectativa é de crescimento de 0,7% do PIB em 2017 e de intensificação no processo de recuperação em 2018. As projeções são da FIERGS, que apresentou, nesta terça-feira (5), o Balanço 2017 e Perspectivas 2018. Para que essa melhora prossiga, o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, aponta a necessidade de a indústria receber apoio para continuar a produzir e gerar empregos e riquezas. "Precisamos de fontes de financiamento que estão um pouco deprimidas, e o governo ainda insiste em querer de volta o dinheiro do BNDES (RS$ 130 bilhões da dívida com o Tesouro Nacional). Para o setor industrial, são muito importantes as linhas de crédito do BNDES", disse Petry. "Em segundo lugar, há de se ter certeza de que a economia vai andar. Não pode empacar e parar. Reformas têm que ser feitas, e não é porque queremos, mas sim pela necessidade de pagar as contas no futuro e melhorar a confiança das pessoas".

O presidente da FIERGS lembra que 2017 foi mais um ano difícil para a indústria brasileira, com muitas restrições à atividade. Até meados de abril, segundo ele, a economia dava sinais de recuperação, mas o episódio do empresário Joesley Batista em delação contra o presidente Michel Temer, que provocou nova crise no País, retardou o retorno da retomada normal do curso da economia.   
Elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da FIERGS, o Balanço e Perspectivas mostra que, apesar destes primeiros sinais de mudança, a melhora na atividade ainda não está disseminada entre todos os setores, e preocupa especialmente a indústria, que sofre com baixo desempenho na de Construção e o lento processo de recuperação na de Transformação. A agricultura foi o único setor de destaque este ano, por conta da safra de grãos recorde. "Começamos a recuperar aos poucos, mas o caminho será longo", afirmou o economista-chefe da FIERGS, André Francisco Nunes de Nunes, ao destacar que uma recuperação cíclica está em curso. Após 11 trimestres consecutivos de perdas, com uma queda acumulada de 8,2%, o PIB brasileiro voltou a crescer nos últimos dois trimestres. "O PIB de 2014 só deverá ser retomado em 2020, e o da indústria, em 2021, ainda deve ser inferior ao pico de 2013".

Comunicação da FIERGS