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22-03-2018 - Instituto do Couro atrai estudantes do mundo inteiro
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Chineses, ingleses, argentinos, colombianos, bolivianos, uruguaios, mexicanos e estudantes de outras nacionalidades procuram no Vale dos Sinos, um centro de formação e pesquisa na área do couro. O Instituto Senai de Tecnologia do Couro e Meio Ambiente, em Estância Velha, tem uma estrutura única no mundo que conta com serviços laboratoriais e de consultoria, além da escola que capacita trabalhadores para o segmento industrial. Todos os anos, a "Escola", como é chamada na cidade, recebe estudantes de países do mundo todo. "Este mês, três tunisianos se matricularam para cursos", conta a gerente Darlene Rodrigues. Ela acrescenta que além desta formação - cerca de 300 estrangeiros já foram capacitados - o instituto também exporta talentos. "Técnicos formados aqui trabalham hoje na Índia, China, Holanda, Israel e em vários países da América Latina", comenta. 

Durante a Fimec, realizada de 6 a 8 de março em Novo Hamburgo, foram realizadas visitas técnicas, promovidas pela Abrameq, ao instituto que tem quatro laboratórios que realizam análises químicas, um de classificação de resíduos sólidos e um de ecotoxicidade, além da Central Analítica. O espaço conta com um laboratório com seis fulões exclusivos para o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa e inovação para a indústria do couro. O presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, destaca que a unidade parte agora para internacionalizar também seus serviços laboratoriais. "Nossos laboratórios são referência na área do couro e podem concorrer com qualquer lugar do mundo", observa Petry.

Em 52 anos, a escola já formou mais de 2.600 trabalhadores. "Eu sou formado em 1980 pela escola do Senai e hoje como consultor já usei desde os serviços de laboratório, consultoria, cursos na empresa e na escola e treinamento de PCDs", explica  Nilton Rodrigues Rosa consultor técnico da Durli Couros. Ele afirma que o Instituto está altamente preparado para atender o setor. "Tínhamos muitos problemas com o amadorismo das empresas, hoje a profissionalização passa pelo instituto", avalia. "Além da escola, que capacita os trabalhadores, a unidade possibilita a evolução da tecnologia às empresas", ressalta Rosa.  

Comunicação da FIERGS