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03-05-2018 - Nova onda chinesa: aumento de importações ameaça setores da indústria mineira
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Sindicatos de diversas áreas e economistas alertam para o aumento de importações, especialmente aquelas vindas da China, efeito que foi reduzido com a recessão, porém, retorna com força ante a saída da crise. Em Minas Gerais, entre julho de 2017 e março deste ano, as indústrias têxtil, de vestuário, de couro e calçadista registraram esse movimento que, embora inferior ao momento anterior à crise nacional, tem gerado perda de competitividade e de mercado. 

 

No ramo calçadista, o resultado das importações passou de US$ 847 mil para US$ 3,031 milhões no período, o que pode ser explicado pelo aumento de 257% da entrada de um tipo específico de produto, que tem sola exterior de plástico, também de origem asiática. O presidente do Sindicato da Indústria de Calçados do Estado de Minas Gerais (Sindicalçados-MG), Jânio Gomes Lemos, destacou que a importação de couro é inexpressiva no Estado. Em compensação, a entrada de calçados prontos ou semiacabados de origem asiática e confeccionados com sintéticos também impactam de forma negativa a produção interna. "Os produtos chegam com preços subfaturados. Quando há campanhas de controle, param os chineses e começam os vietnamitas e de Taiwan", lamentou. Segundo ele, o processo é cíclico. 
Com 1300 fábricas no Estado, a maioria delas micro e pequenas empresas, o setor calçadista mineiro aposta na qualidade do produto para ganhar a preferência do consumidor e "segurar" o mercado.

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