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13-06-2018 - Tarifas bancárias mais salgadas
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Enquanto o Banco Central (BC) lidera um esforço para a redução dos juros bancários para os clientes, as instituições financeiras reajustam tarifas para garantir lucros altos. Em um ano, os preços dos pacotes de serviços dos cinco maiores bancos do País aumentaram 5,5%, de acordo com os dados do BC. No mesmo período, a inflação oficial foi de apenas 2,7%. Algumas tarifas avulsas de serviços bastante requisitados pelos correntistas pessoas físicas deram saltos ainda maiores. Entre os cinco maiores bancos, a Caixa Econômica Federal foi a que mais reajustou. Em média, seus pacotes padronizados subiram 9,7%. Mesmo assim, o banco público continua a cobrar as tarifas mais baixas.

O Santander foi o segundo banco que mais aumentou os pacotes de serviços. De maio de 2017 até este mês, a alta média chegou a 7,7%. Em seguida, vieram Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Pelas regras do BC, os bancos podem cobrar por quatro pacotes de serviços, com diferentes quantidades de operações. Os valores desses grupos de serviços subiram em todas as grandes instituições. Quem ultrapassa os limites dos pacotes tem de pagar uma tarifa extra avulsa. No Banco do Brasil, requisitar um extrato mensal por meio eletrônico ficou 27,5% mais caro nos últimos 12 meses. No Bradesco, a alta foi de 24,4%. O cliente do Itaú paga 12,2% a mais do que no ano passado para fazer saque avulso em terminais. E no Santander, retirar dinheiro em agência bancária depois de esgotar os saques a que o pacote dá direito já custa 10,4% mais.

Jornal do Comércio