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26-06-2018 - Vendas mundiais de robôs industriais batem recorde
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Em 2017, foram comercializados 381 mil robôs industriais em todo o mundo. O número representou um recorde de vendas desses produtos e um aumento de 30% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 294 mil unidades. As informações foram divulgadas pela Federação Internacional de Robótica (IFR, na sigla em inglês).

A venda de robôs industriais vem apresentando crescimento sustentado nos últimos cinco anos, com 178 mil unidades comercializadas em 2013, 221 mil em 2014, 254 mil em 2015, 294 mil em 2016 até chegar aos 381 mil no ano passado. Considerado esse intervalo, a comercialização mais do que dobrou. Segundo cálculos da federação, o estoque de robôs industriais em operação em todo o mundo chegou a 1,8 milhão de unidades. Pelas projeções da entidade, o número de máquinas em uso em todo o planeta deve passar de 3 milhões em 2020.

No recorte geográfico, a Ásia é o principal mercado, tendo sido responsável por 255 mil robôs. Esse número representa 67% de todas as vendas realizadas em todo o mundo. Em seguida, vêm Europa (67 mil unidades) e Américas (50 mil unidades). Além de ter a maior fatia, a Ásia é onde o crescimento foi maior em 2017, na casa dos 34% em relação ao ano anterior. Somente a China instalou 138 mil máquinas desse tipo, o que representa 36% de todo o mercado mundial. Coreia e Japão tiveram, respectivamente, 40 mil e 38 mil unidades instaladas. Os números são maiores do que os registrados nos Estados Unidos (33 mil) e Alemanha (22 mil).

A situação brasileira está distante da média mundial. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em 2016 a proporção de robôs industriais para 10 mil trabalhadores era de 10, enquanto a média global era de 74 para esse mesmo número de empregados.

De acordo com dados da Federação Internacional de Robótica, em 2016 foram comercializados 1,5 mil robôs industriais no país, dentro de um universo global de 294 mil, uma participação de 0,005%. De acordo com o Senai, hoje um percentual de 1,8% das empresas emprega algum tipo de automação. Na Alemanha, por exemplo, esse índice é de 10%.

O secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC, Rafael Moreira, analisa que a introdução deste tecnologia ainda enfrenta problemas. Ele defende que é preciso avançar em diversas frentes, tais como sensibilizar e engajar o empresariado, especialmente das micro e pequenas empresas; fomentar soluções mais adaptadas à demanda de diferentes segmentos; formar talentos e atualizar leis adequadas e garantir formas de financiamento para que empresas consigam fazer modernização industrial.

Agência Brasil