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28-06-2018 - Indústria busca consolidação da eficiência energética
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O diretor da subseção de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alberto Pires, explica que o Brasil possui uma matriz energética limpa, pois 45% da energia e 80% da eletricidade vêm de fontes renováveis. Apesar disso, a eficiência energética ainda é um desafio a ser superado. "Não há como mencionar eficiência energética sem se atrelar às questões da produtividade e da capacidade de fazer frente a um mercado cada vez mais competitivo", disse.

Na avaliação de Pires, um ponto é a necessidade de um mercado robusto que ofereça serviços específicos, por meio de empresas de conservação de energia, em processos térmicos, por exemplo. Nesse sentido, Pires assegurou que o governo tem buscado formas de estimular esse mercado, como a eliminação de barreiras de financiamento.

O diretor de Tecnologia e Inovação do Senai, Marcelo Prim, afirma que tem trabalhado para desmistificar a eficiência energética junto à indústria nacional, mostrando que é possível ter ganhos expressivos em cima de investimentos de curto prazo via programas orientados a resultados. Por meio de programas pilotos do Senai, em parceria com o governo, o gasto médio de energia das empresas tem reduzido em até 26%. Em 2017, 48 pilotos foram realizados em pequenas e médias empresas no Brasil. "Com o planejamento da produção e o conhecimento do processo produtivo e de quando a energia é mais cara e mais barata, pode-se reduzir o gasto da energia", contou Prim.

Outro projeto-piloto, destinado a grandes empresas, prevê o investimento de R$ 600 mil – R$ 300 mil do governo e R$ 300 mil da empresa – em métodos de gestão da produção durante 24 meses (três meses de intervenção e 21 meses de manutenção). A empresa precisa manter o ganho de eficiência energética estabelecido nos três primeiros meses, pois se voltar atrás nas ações de gestão, terá de devolver os R$ 300 mil de subvenção.

 

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