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26-09-2018 - Brasil precisa ampliar incentivos e instrumentos para alavancar investimento privado em inovação
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 Levantamento apresentado nesta segunda-feira (24) durante o Diálogos da Mobilização Empresaria pela Inovação, em São Paulo, mostra que, nos últimos três anos, o Brasil vem reduzindo os recursos públicos federais destinados à pesquisas, desenvolvimento e inovação (PD&I). De acordo com dados apresentados pelo líder da MEI e presidente do Conselho de Administração da Ultrapar Participações, Pedro Wongtschowski, os dispêndios do governo federal específicos para desenvolvimento tecnológico e engenharia, que em 2013 foram de R$ 5 bilhões, caíram para pouco mais de R$ 1 bilhão em 2017.

 

"Os investimentos federais em inovação têm caído. Devemos perder um volume significativo de recursos ao longo dos próximos anos se nada mais for feito. Houve um declínio de 2014 para 2016. E, infelizmente, em 2017 e 2018 também não foram alvissareiros", destacou Wongtschowski. Segundo ele, entre 2001 e 2015, os investimentos em inovação subiram de 1,06% para 1,28% do PIB, principalmente em razão do programa Ciência sem Fronteiras, que foi extinto no ano passado. "Essa participação no PIB certamente vai cair", frisou.

Entre as medidas propostas por Wongtschowski estão o não contingenciamento do FNDCT – em 2016, um terço do valor arrecadado pelo Fundo foi contingenciado; a transformação do FNDCT em fundo financeiro para que seja desvinculado da conta do Tesouro Nacional e, assim, fique protegido de intervenções que limitem o uso do orçamento; e a ampliação dos recursos destinados à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), cujo modelo tem se mostrado menos burocrático, mais ágil e capaz de alavancar o investimento privado em PD&I.

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