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06-12-2018 - Um terço das empresas considera governo pouco eficiente na superação de barreiras comerciais
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 Quase um terço das empresas exportadoras (31%) considera baixa a eficiência do governo para a superação de barreiras em outros países que prejudicam a entrada de produtos brasileiros, revela pesquisa da CNI. Os dados constam da pesquisa "Desafios à competitividade das exportações brasileiras", realizada pela CNI em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo cálculo FGV, quando se consideram apenas dois tipos de barreiras (as técnicas e as de medidas sanitárias e fitossanitárias), o Brasil perde anualmente cerca de 14% de exportações. Isso significa uma perda perto de US$ 30,5 bilhões somente em 2017 e revela a urgência de medidas para derrubar esses entraves nos mercados externos. 

Na avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, o governo avançou nos últimos anos com a criação de um sistema eletrônico para monitorar barreiras às exportações e aos investimentos brasileiros no exterior. "O setor privado tem feito a sua parte ao notificar as barreiras. Agora, o governo necessita negociar com outros países a remoção dessas barreiras", afirma Abijaodi.

Ao serem perguntadas especificamente sobre os obstáculos enfrentados nos mercados de destino das exportações, uma grande quantidade de empresas (46%) apontou a existência de tarifas de importação. Um terço delas também apontou a burocracia administrativa e aduaneira no país de destino como uma barreira às suas mercadorias, e 26,3% delas destacaram a dificuldade associada ao cumprimento de normas técnicas. Houve um aumento na percepção da importância das tarifas de importação e das normas técnicas em relação à edição passada da pesquisa.

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