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12-12-2018 - Metade das empresas exportadoras depende fortemente do mercado doméstico
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 Grande parte dos exportadores vê o mercado internacional como uma fonte secundária de receitas e depende fortemente da demanda nacional por seus produtos. Dados da pesquisa "Desafios à competitividade das exportações brasileiras 2018" mostram que, para quase metade das empresas analisadas (46,4%), as exportações geram menos do que 10% da receita bruta. Por outra ótica, apenas 10,5% das empresas obtêm quase o total de suas receitas das exportações.

Na avaliação da CNI, os números refletem, de um lado, a dificuldade das empresas de se inserir no mercado internacional em função de problemas estruturais do Brasil e, de outro, o fato de elas ainda não terem incorporado a internacionalização como parte integral de sua estratégia de negócios. "Os números mostram que as empresas exportam há bastante tempo, mas o seu negócio é ancorado no mercado doméstico. É importante ter um equilíbrio, dividindo as receitas entre o mercado nacional e o internacional, para que as empresas se protejam em momentos de crise", afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

O diretor ressalta que, para que a economia cresça de forma sustentada, as empresas precisam colocar o mercado internacional no centro de sua estratégia. "Países como a Coreia do Sul buscaram uma orientação exportadora a partir dos anos 1970 e a China, a partir dos anos 1990. Os números mostram que, além de a internacionalização ser importante para o equilíbrio das empresas, aquelas que exportam inovam mais e pagam melhores salários", diz Abijaodi.

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