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16-01-2019 - Calçadistas apostam em desregulamentação da economia para crescer em 2019
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 A tônica da coletiva de imprensa da Abicalçados realizada ontem (15), na Couromoda, foi de expectativas positivas quanto sinalizações do governo eleito quanto à desregulamentação da economia. Participaram do encontro com jornalistas os presidentes do Conselho e Executivo da entidade, Rosnei Alfredo da Silva e Heitor Klein, respectivamente, o presidente do Conselho da Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados e Artefatos (Ablac), Imad Esper, e o diretor da Couromoda, Jefferson Santos.

Na avaliação de Silva, o ano de 2018 foi atípico, relacionando as paralisações dos caminhoneiros, a desconfiança do consumidor em função do pleito presidencial e, no mercado externo, a grave crise da Argentina, segundo maior mercado internacional do calçado verde-amarelo. Segundo ele, no ambiente interno, além da queda da demanda, a indústria ficou refém de paralisações dos caminhoneiros que duraram menos de um mês, evidenciando os problemas de infraestrutura no Brasil. "A indústria é dependente de um único modal, o transporte rodoviário, e sentiu problemas com abastecimento", disse. Na época, conforme pesquisas da Abicalçados, a capacidade ociosa do setor chegou a quase 50%. Outra questão que influenciou o comportamento do mercado doméstico foi a eleição presidencial, que gerou uma expectativa no consumidor, bem como os dias parados em função da realização da Copa do Mundo de futebol. 
Para 2019, Silva ressaltou que existem sinalizações positivas por parte da equipe econômica do novo governo, especialmente no que diz respeito à desregulamentação da economia, com a diminuição da burocracia. "Hoje mantemos verdadeiros exércitos dentro das nossas empresas para atender a burocracia dos governos, então essa sinalização é positiva como forma de agilizar os processos e também reduzir custos de produção", frisou, ressaltando que, efetivadas as expectativas de diminuição dos entraves burocráticos, as empresas deverão ter um impulso importante rumo a melhores condições de competitividade. "Queremos ter mais tempo para dedicar aos nossos produtos e ao mercado consumidor", concluiu. 
 

Comunicação da Abicalçados