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06-02-2019 - Após período de baixa, setor calçadista comemora retomada dos lucros
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 Poucos setores da economia sofreram tanto nos últimos anos quanto a indústria calçadista. A queda no consumo interno e as dificuldades em exportar para tradicionais mercados, como a Argentina e a União Europeia, criaram um ambiente desafiador para as empresas do ramo.

Pelos cálculos da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a capacidade ociosa superou 50% nas fábricas em 2018, afetando diretamente mais de 60 mil lojas no território nacional. "A demorada greve dos caminhoneiros, o seu inevitável desabastecimento no varejo, a desconfiança dos consumidores diante do clima eleitoral e a crise na Argentina, que ocupa o posto de vice-líder no ranking dos compradores internacionais dos calçados do Brasil, impediram que o nosso setor reagisse", disse o presidente da Abicalçados, Heitor Klein.

As dificuldades, no entanto, parecem ter ficado para trás. Lentamente, o setor está caminhando rumo à recuperação. Uma pesquisa da Ablac e da Kantar revela que as vendas aumentaram 2,6% entre 2017 e 2018. "Isso é significativo porque viemos de quedas em 2016 e 2017", destaca Imad Esper, presidente do Conselho da Associação Brasileira dos Lojistas de Calçados e Artefatos (Ablac). "Estamos apostando em um crescimento ainda mais consistente para 2019", acrescentou o executivo.

Correio Braziliense