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26-02-2019 - Fimec nem começou e os negócios já estão ocorrendo
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 A Fimec deste ano será realizada de 26 a 28 de fevereiro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Mas os negócios já começaram na manhã desta segunda-feira (25), através do Projeto Comprador da Abrameq, inserido no projeto By Brasil Components Machinery and Chemicals, parceria da Abrameq com a Assintecal e Apex-Brasil. Em aproximadamente 90 rodadas de negócios, foram encaminhadas boas prospecções de vendas para os fabricantes brasileiros.

 

Com os fabricantes de máquinas para calçados, participaram de rodadas sete compradores, distribuídos entre Equador, Peru e Colômbia. Os fornecedores de tecnologia para o setor coureiro tiveram a oportunidade de realizar ou encaminhar negócios com compradores de cinco empresas, vindos do México, Colômbia e Equador

Rogério de Moura, gerente de comercial da Mecsul, empresa que fornece tecnologia para a indústria calçadista, destaca que as indústrias brasileiras de máquinas estão otimistas em relação à Fimec deste ano, tanto em relação aos compradores nacionais quanto aos da América Latina. "Porém, ele ressalta que a venda de tecnologia neste setor se dá em um processo, que envolve o conhecimento do produto, pesquisas, demonstrações que apontam os resultados, o que exige um trabalho contínuo a ser desenvolvido após a feira".

"As novidades brasileiras para esta Fimec seguem no caminho do aumento da produtividade, com o desenvolvimento de soluções para o processo produtivo das empresas de nossos clientes. Isto significa redução de consumo e de desperdício, melhora na performance da mão de obra, com ganhos de sustentabilidade, fazendo mais com menos", observa Rogério.

Diretor da Vegetales Toscana, indústria do couro de León, no México, Ruben Rodrigues Gomez, veio ao Brasil em busca de tecnologia para aumentar a produção de sua empresa, que curte sem uso de cromo e produz principalmente solas e cintos de couro. Com metade do que produz dirigido ao mercado interno e a outra metade exportada, tem nos Estados Unidos o seu maior cliente fora do México. "Estamos em um bom momento, ainda que preocupados com o novo governo, cujas ações poderão prejudicar a atividade produtiva em nosso país".

Gomez relata que historicamente sua empresa utiliza tecnologia italiana, mas resolveu investir em máquinas brasileiras, com ênfase para fulões, porque tem referências de que o Brasil tem uma oferta de qualidade com maior flexibilidade para atender às necessidades de seus clientes.

Enquanto isto, Victor Buri, da Calzados Kleiner, de Quito (Equador), sublinha que "já trabalhamos há 20 anos com tecnologia brasileira, na produção de calçados masculinos, femininos e de segurança, que são comercializados no mercado interno". Afirma que a nossa opção por tecnologia brasileira é o profissionalismo das empresas que nos fornecem, "diferentemente de máquinas chinesas, cuja qualidade não é garantida e muito menos a assistência técnica, importante para este setor".

Buri salienta que "o Equador passa ainda por uma situação difícil, por um governo que endividou o país, gerando muitas dificuldades. Porém, vemos a situação agora indo para um rumo melhor, adequado ao que o mercado necessita para produzir".