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03-04-2019 - Balança comercial de São João Batista volta a ficar positiva
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 Números do Ministério da Economia mostram que a situação da balança comercial de São João Batista foi de equilíbrio em 2018. Foram exportados 11,62 milhões de dólares em produtos pelos empresários locais, e importados 11,6 milhões. Portanto, o saldo foi levemente positivo em 16,21 mil dólares.

 

Para o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (Sincasjb), Levi Sottomaior, a retomada das exportações é resultado do esforço dos empresários. "Ao meu ver a recuperação se deu em razão da confiança do empresariado no segmento, pois desde 2015 vem aprendendo com as dificuldades políticas e econômicas enfrentadas, fazendo com que, dessa forma, fôssemos obrigados a fazer a lição de casa de forma objetiva, enxugando excessos e cortando custos".

O presidente do Sincasjb, Almir dos Santos, destaca o contato com os compradores para a retomada. "Nossa feira SC Trade, hoje, tem uma verba destinada para importadores, e algumas de nossas empresas participam de feiras internacionais como Micam (Itália), Riva Schuh (Itália), Platform (EUA), Showroom na Colômbia, entre outras feiras no Brasil, que trazem mais de 500 importadores por ano". 

Atualmente, São João Batista tem um forte polo de empresas de componentes calçadistas. São especializadas em fazer palmilhas, solas e outras partes de um sapato. Essas empresas têm crescido fortemente e abastecem não só o mercado batistense, mas o Brasil inteiro, e até outros países.

A diversificação da economia local, reduzindo a dependência das indústrias tradicionalmente calçadistas, têm dado novo fôlego. "O PIB do município é composto por aproximadamente 50% de receitas advindas dos componentes", ressalta Sottomaior, que tem uma empresa na área.

Hoje, o principal destino das exportações de São João é a América do Sul. Os dados do Ministério da Economia mostram que países que mais compraram do município em 2018 foram Argentina, Equador e Bolívia. O presidente do Sincasjb diz que esses mercados são mais acessíveis porque não é preciso adaptar tanto o produto. A exigência de documentos também é menor e a logística é mais fácil. Apesar disso, os empresários veem espaço para a expansão de mercados. No futuro, quem sabe, chegar aos Estados Unidos e à Europa.

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