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08-04-2019 - Aumento do comércio entre países da América Latina e do Caribe depende da redução da burocracia aduaneira
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 A adesão dos países latino-americanos e caribenhos ao ATA Carnet é decisiva para a facilitação e a ampliação do comércio regional. Atualmente, Brasil, México e o Chile são os únicos países da região que aderiram à convenção internacional do ATA Carnet, documento aduaneiro que simplifica e acelera o desembaraço de importações e exportações temporárias, como a remessa de produtos para exibição em feiras e exposições, amostras para eventuais compradores no exterior, brindes ou equipamentos profissionais e esportivos. "A redução da burocracia aduaneira é importante para aumentar as exportações e as importações e promover o crescimento econômico de todos os países da região", disse Carlos Abijaodi,  diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

"A adesão ao ATA Carnet  alinha o país às regras internacionais de comércio", completou Abijaodi, durante a reunião entre embaixadores e representantes de 15 países com dirigentes da CNI, da FIERGS e de empresas gaúchas, que discutiu as oportunidades de adesão às convenções internacionais de facilitação de comércio. O vice-presidente da FIERGS, Cezar Müller, convidou os países da América Latina e do Caribe a aderirem ao ATA Carnet.  "É importante para facilitar o comércio na região", destacou Müller. 
Atualmente, 78 países aceitam o documento.  Suíça, Alemanha e Estados Unidos são os  que mais emitem ATA Carnet no mundo. Cada um emite, em média, mais de 25 mil documentos ao ano, número muito acima do registrado no Brasil. Desde novembro de 2016, o Brasil emitiu 482 documentos, para amparar exportações temporárias, especialmente para Estados Unidos, Rússia, Alemanha e França. No Brasil, o ATA Carnet é emitido pela CNI em parceria com as federações estaduais de indústrias.

 

Comunicação da FIERGS