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06-05-2019 - O peso do diesel na competitividade do calçado brasileiro
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 Nos últimos anos o Brasil vem sofrendo com constantes reajustes de preço do óleo diesel nas refinarias, principalmente após a atual política de preços da Petrobras, que desde julho de 2017, ajusta o valor do combustível conforme o acompanhamento das cotações internacionais. Consequentemente, isso afeta mercados que dependem da logística terrestre no País, caso do setor calçadista, que necessita das transportadoras para destinar os produtos para diversas regiões. As empresas de logística também são atingidas pela mudança de valores, o que eleva o custo do frete. "Como consequência, os produtos como calçados também tiveram que repassar o valor dos pares, e assim se tornaram menos competitivos na venda do produto. Com isso, o volume de calçados assim transportados também diminui", lamenta o diretor da Rápido Labarca (Igrejinha/RS), Singlair Fleck.

 

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, também ressalta que a atual regulação de preços dos combustíveis causa impacto no custo logístico das empresas calçadistas. "Mas certamente é menor do que o tabelamento do frete, por exemplo, que é uma demanda dos caminhoneiros que irá enfraquecer a livre concorrência, e encarecer, ainda mais, o custo do transporte", pondera.

Hoje, o diesel representa 35% do custo operacional do transporte de carga no Brasil. A informação é da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Na avaliação da entidade, mais grave que o aumento de preço é a falta de estabilidade e de previsibilidade no custo do combustível. "Hoje, o diesel é o componente que mais pesa no preço do frete e, portanto, o que tem maior impacto nas cadeias produtivas, atingindo diretamente o controle inflacionário e a vida dos brasileiros", informa a CNT em nota.

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