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14-05-2019 - Ceará teve seis quedas anuais nas exportações de sapatos
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 Desde 2010, ano em que o Ceará atingiu o pico histórico de exportações, foram registradas seis quedas anuais nas vendas ao exterior e apenas duas altas. Apesar dessa retração, a indústria calçadista cearense, que vende para 113 países, permaneceu responsável por um quarto do valor exportado pelo País, atrás apenas do Rio Grande do Sul, que exporta quase metade do valor vendido no mercado internacional, em dólar.

Para o economista e consultor Alcântara Macedo, a manutenção da participação cearense em torno de 25% das exportações de calçados, de 2010 a 2018, mostra a força da indústria local, mesmo com a queda da produção observada no período. "Desde o fim da década de 1990, quando a China e outros países do sudeste asiático começaram a produzir esse produto, a competitividade aumentou muito no mercado internacional. E nos últimos anos, o mercado interno, em todas as áreas, está recessivo, de modo que todas as áreas da indústria leve estão em um momento difícil", diz Macedo, que trabalhou na captação das primeiras unidades da Grendene para o Ceará, na década de 1990.

Mesmo sem perder participação na produção nacional, os impactos já são sentidos na geração de empregos. No primeiro trimestre, o setor, que emprega cerca de 55 mil pessoas no Ceará, perdeu 1,7% das vagas ante igual período de 2018. No Brasil, onde o setor gera 285 mil vagas, a queda foi de 3,7%, segundo o Caged.

Diário do Nordeste