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21-05-2019 - Setor de calçado de Jaú resiste a dificuldades
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 O segmento de calçados em Jaú ainda gera muitos empregos no município, mesmo com uma série de dificuldades enfrentadas nas últimas décadas que vai da "invasão" dos produtos importados da China até a forte concorrência interna e os solavancos da economia brasileira.

 

Apesar de a indústria de calçados jauense não ter tradição na exportação, dependendo sempre do acirrado mercado interno, no período 1996 a 2001 o número de empresas aumentou de 183 para 211 (15,3%), entre 2002 a 2009 de 231 para 448 (93,94%), conforme estudo feito pelo economista Célio Favoni, numa pesquisa feita para doutorado na Universidade de São Carlos.

A partir de 2010 a 2016, o número de empresas reduziu 39,87%, sendo a maior redução em comparação a outros polos de produção do Estado de São Paulo e das cidades de São João Batista (SC) e Nova Serra (MG).

A crise também provocou redução no número de empregos formais em 50%. O segmento chegou a empregar 9.300 pessoas em 2010, mas declinou para 42,9% em 2016. Com todas das dificuldades ainda é o setor que mais emprega na indústria de Jaú (4.482 empregos em 2016).

A indústria de calçados feminino de Jaú é reconhecida no Estado e até nacionalmente, embora o setor tenha encolhido nos últimos nos anos com queda na produção e nos empregos. O professor e economista da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Jaú Célio Favoni demonstra que o número de empresas no período 2010-2016 teve uma redução de 39,87% (de 454 para 273), sendo a maior queda quando comparada com os polos de Franca e Birigui no Estado de São Paulo e em relação a São João Batista (SC) e Nova Serra (MG).

Conforme o professor, os empregos do setor calçadista já representaram 50% do total da indústria no período 2004-2012, chegando a empregar mais de 9.300 pessoas em 2010, mas esse percentual declinou em 52,31% no período de 2010 a 2016, quando decaiu de 9.398 para 4.482 empregos formais. Favoni ressalta que mesmo com queda de empresas continuou sendo o maior empregador da indústria de Jaú (4.382 empregos em 2016), ficando à frente do segundo colocado a fabricação de produtos alimentícios com 1.238 postos de trabalho.

JC NET