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22-05-2019 - Calçadistas miram reposicionamento de marcas para respiro do setor
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 Ainda sem a perspectiva de melhora da economia brasileira no horizonte, o jeito encontrado pela indústria tem sido se reinventar. O setor calçadista, que no ano passado chegou a reduzir operações no Rio Grande do Sul, mira agora novas estratégias para garantir posição no mercado nacional. No primeiro trimestre de 2019, a produção de calçados caiu 2,6% no País, de acordo com o IBGE, deixando em alerta o segmento que tem o mercado interno como destino de mais de 85% da sua produção. Ainda assim, o Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC) abriu com otimismo e corredores lotados em Gramado, na Serra Gaúcha. "A vantagem do setor calçadista é que a cada seis meses ele se reinventa", avalia o presidente do conselho deliberativo da Abicalçados, Caetano Bianco Neto, lembrando a sazonalidade da moda, que se adequa a cada coleção. Por isso, o SICC serve de termômetro para o segundo semestre. "Abrimos uma temporada importante de feiras, que além de tudo inaugura um momento novo no País de troca de governo", complementou o diretor da Merkator, Frederico Pletsh, que realiza a feira.

Junto com o mercado desaquecido - o volume de vendas de calçados caiu 0,5% de janeiro a março ante o mesmo período do ano passado - outro desafio é a diversidade de marcas no mercado. Para empresas como a Usaflex, de Igrejinha, a aposta tem sido em intensificar ações de marketing e focar em tecnologias que melhorem o produto, tornando-o referência para o consumidor. "O mercado está vivendo a `onda do conforto`, mas sabemos que é uma produção que precisa de expertise e isso já temos no nosso DNA", afirma o CEO da fabricante, Oscar Sala Neto. Este ano, a Usaflex estreou no e-commerce e chegou à marca de 200 franquias, com objetivo de atingir 350 nos próximos cinco anos. "Também aumentamos nossa verba de marketing e entramos em frentes importantes, como o Big Brother Brasil", cita Neto.

Jornal do Comércio