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22-05-2019 - À espera de tempos melhores, setor calçadista segue vivo em Venâncio Aires
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 O calçado é lembrança palpável para muitos em Venâncio Aires, principalmente para quem tem mais de 30 anos e conviveu com algumas das sete mil pessoas que, entre os anos 1980 e 1990, trabalharam em uma fábrica ou ateliê. Os `dessa idade` com certeza conhecem ou ouviram falar em nomes como Musa, Strassburger, Orquídea, Carnella, Nova Era, Arcal e Tessa.

 

Nomes que contrastam completamente com a realidade atual, que contabiliza poucos ateliês ainda em atividade e que tem como principal fábrica a Beira Rio, de Mato Leitão. Apesar das dificuldades, o setor resiste e projeta um futuro de retomada para sua produção e consumo.

Recentemente, quem sofreu uma baixa no setor foi a unidade local da Dass. Segundo a assessoria de comunicação do grupo, com sede em Ivoti, há uma substituição para o ramo da confecção, já que esse segmento teria a maior demanda. Hoje, a unidade local tem 125 funcionários.

Das empresas do setor calçadista em Venâncio, a Calçados Hammes se mantém no mercado há 18 anos. Hoje são 91 funcionários, mas até 2018 apenas metade estava nela empregada. Segundo o proprietário, Vianei Hammes, em 2019 o setor está melhor em relação ao mesmo período do ano passado, por isso foi possível contratar mais. `Crescimento de 25%, podemos dizer. Tivemos aumento de pedidos da empresa para qual fornecemos e espero que essa reação siga durante o ano.`

 

Folha do Mate