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12-06-2019 - A receita inovadora de China e Índia
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 Investimento persistente em inovação e comprometimento de líderes são parte da receita da China para evoluir no Índice Global de Inovação, um dos principais instrumentos de referência sobre a situação da inovação no mundo.  Os chineses melhoram sua posição progressivamente nos últimos cinco anos até atingir a posição 17º no ano passado. O Brasil também evoluiu no ranking nos últimos anos, mas, localizado na 64ª colocação, está distante das potências inovadoras.

Estratégias da China e da Índia para evoluir no Índice foram apresentadas por Soumitra Dutta (foto), ex-reitor e professor da SC Johnson College of Business da Universidade Cornel, nos Estados Unidos, e pelo economista-chefe da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), Carsten Fink. Eles participaram do 8° Congresso Brasileiro de Inovação Industrial, organizado pela CNI e pelo Sebrae.
A avaliação de Carsten Fink é que o sucesso da China se deve principalmente a dois fatores. Um deles é o comprometimento de líderes políticos em investir em inovação parte da riqueza gerada durante os últimos anos. O país asiático chegou a crescer 10% ao ano e atualmente possui taxas anuais de 5% de aumento do PIB. A segunda razão é a continuidade de políticas voltadas à área, diz o especialista. "É impressionante como a China melhorou sua performance", destacou o economista.

Soumitra Dutta apresentou o cenário na Índia, país que atingiu a posição 57ª no último Índice Global de Inovação. Em 2009, os indianos apostaram em um grande banco de dados de identificação de identidades, inspirados pelo modelo do GPS, o sistema de localização global. É o maior projeto de identificação biométrica do mundo, chamado Índia Stack. O número único permitiu inicialmente ao governo organizar o sistema de benefícios e subsídios. Em seguida, o sistema estimulou a digitalização da economia indiana, especialmente a partir do sistema bancário, que viu facilidades para transferência de dinheiro. Os produtos para inclusão financeira, de saúde e de educação em grande escala afetaram decisivamente o ecossistema de inovação no país.

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