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05-08-2019 - Calçados de Nova Serrana miram exportações para a América Latina
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Pisar em novos quintais vizinhos do Brasil deixou de ser apenas um sonho para virar esforço concentrado nas fábricas do principal polo calçadista de Minas Gerais, Nova Serrana, no Centro-Oeste do estado. Na indústria comandada por Pedro Gomes da Silva, há 26 anos no ramo, a ordem é buscar clientes na Argentina, Peru, Colômbia e Bolívia, aproveitando toda a experiência que a empresa conquistou ao atravessar a fronteira do Brasil, mas ainda com embarques tímidos. "Vamos aderir a todos os projetos de exportação. O mercado externo é a alternativa", diz o industrial.

 

A fábrica de Alfredo Assis Pereira também trabalha firme no projeto de fincar bandeira no exterior e, para isso, criou este ano um departamento dedicado a incrementar exportações. Além de embarques já feitos à Argentina, a indústria conquistou espaço nos mercados do Panamá, Costa Rica e Paquistão. "A exportação é interessante por vários fatores, melhora o fluxo de caixa, a carteira de pedidos é maior e ainda temos um câmbio que nos favorece", diz Assis Pereira.

Os fabricantes de calçados de Nova Serranaquerem alavancar o setor, incrementado as vendas externas e antes mesmo do recém-anunciado acordo do Mercosul com a União Europeia já haviam definido o alvo certo: a América Latina.

Atualmente, da produção local de 105 milhões de pares de sapatos por ano, só 2% a 3% chegam às prateleiras de outros países, especialmente Argentina, Equador e Bolívia. No ano passado, as vendas ao exterior do polo calçadista movimentaram US$ 13,5 milhões com o comércio de 2,8 milhões de pares – 32,8% de todo o calçado que foi exportado por Minas Gerais. A meta, agora, é ambiciosa: pelo menos dobrar esses números.

No comparativo com 2017, o volume de vendas externas até aumentou no ano passado, já que foram comercializados 2,78 milhões de pares naquele ano. No entanto, o valor médio do par caiu: US$ 4,70 em 2018, frente a US$ 5,30 em 2017. Já no mercado interno, o primeiro semestre não se revelou dos melhores para os calçadistas, pois os números mostram uma estagnação nas vendas no comparativo com os seis primeiros meses de 2018, enquanto o custo de produção cresceu. Dessa equação, ganha força a busca pelos mercados vizinhos, onde os consumidores têm preferências similares às dos brasileiros e procuram o tipo de calçado fabricado em Nova Serrana.

Estado de Minas