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23-08-2019 - Abicalçados prevê crescimento tímido em 2019
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Já ultrapassada a barreira da metade do ano, a Abicalçados estima um pequeno incremento nas vendas das companhias do setor até ao final de 2019. Em relação a 2018, a perspectiva é de uma elevação de 1,1% quanto à quantidade, alcançando 954,4 milhões de pares, e 2,9% em valores, atingindo faturamento de R$ 22 bilhões. O novo presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira, admite que, inicialmente, esperava-se um desempenho melhor para o segmento calçadista, mas a economia brasileira está demorando para reaquecer. O gaúcho de Rolante e administrador de empresas tomou posse oficialmente da presidência da Abicalçados em 1 de agosto, substituindo Heitor Klein, que esteve por Segundo Haroldo, "o primeiro semestre terminou e a expectativa que se tinha em janeiro não aconteceu. Esperava-se, com a mudança do governo, ter um incremento, e, até agora, não conseguimos crescer praticamente nada. A nossa expectativa, agora, é, no último quadrimestre, ter uma leve recuperação. A nossa projeção mais otimista não vai mais acontecer, mas acreditamos que o ano possa ter um crescimento sobre a base de 2018".

 

A estimativa é de uma elevação de 1,1% em quantidade (atingindo 954,4 milhões de pares) e 2,9% em valores (alcançando R$ 22 bilhões em faturamento). Temos que conseguir esse número positivo para, pelo menos, em 2020, arrancarmos um pouco melhor, para a roda começar a girar.

Sobre a guerra comercial entre EUA e China, o dirigente da Abicalçados destaca que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 40% (nos primeiros sete meses do ano) em relação ao ano passado. Já se colheu frutos dessa guerra, e acreditamos que podemos aumentar mais 5 pontos percentuais até o final de 2019, em função dessa situação. O setor calçadista não está tão ruim em função da exportação, apesar da Argentina, que é o segundo maior país importador, atrás somente dos norte-americanos. Se olhar em valores, enquanto os Estados Unidos aumentaram 40%, a Argentina caiu 37%, reflexo da crise econômica nesse país. Hoje, 85% da produção nacional é destinada ao mercado interno, e o restante, para exportação.

Jornal do Comércio