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02-09-2019 - Intensidade do crescimento da indústria no segundo trimestre surpreende, avalia CNI
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O crescimento de 0,4% do PIB do Brasil, liderado pela expansão de 0,7% da indústria no segundo trimestre do ano, é um sinal positivo para a economia. No entanto, a retomada do crescimento depende da combinação de ações urgentes e de reformas estruturantes.  Entre as ações urgentes, está o estímulo ao consumo, com medidas que facilitem o crédito, e, entre as reformas estruturantes, estão as mudanças no sistema tributário.  A avaliação está no Fato Econômico 9, publicação da CNI, que avalia os dados do PIB, divulgados pelo IBGE.

De acordo com a publicação, o Brasil ainda não conseguiu sair da crise.  "Segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE), a última recessão durou 11 trimestres – entre o segundo trimestre de 2014 e o quarto trimestre de 2016. A partir do primeiro trimestre de 2017, a economia brasileira teria iniciado um ciclo de expansão que, contudo, mostra-se muito fraco. O PIB segue 4,8% abaixo do que era há 21 trimestres, enquanto a indústria se reduziu 12% na mesma comparação", diz o Fato Econômico.  "Como o crescimento médio do PIB desde o primeiro trimestre de 2017 é de apenas 0,4% ao trimestre, seriam necessários 11 trimestres – quase três anos – para retomarmos o nível de atividade do início de 2014, caso esse ritmo se mantenha."

A indústria está especialmente preocupada com o baixo nível de investimentos. "Mesmo com a melhora no segundo trimestre de 2019, o investimento segue 24,7% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2014", alerta a CNI. "O longo período de baixo investimento traz preocupações sobre possível obsolescência de parte da capacidade instalada e preocupações adicionais sobre a competitividade da indústria, tendo em vista o avanço das tecnologias de automação e troca de dados na produção", avalia a CNI. 

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