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16-10-2019 - Custo do trabalho cai e indústria brasileira ganha competitividade, informa CNI
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O Custo Unitário do Trabalho na indústria brasileira diminuiu 16,1% no ano passado em relação a 2017. Com isso, o Brasil ficou em segundo lugar na lista que compara o custo unitário do trabalho de 11 países. "Apenas a Argentina, entre os 10 principais parceiros comerciais do país, apresentou desempenho superior ao brasileiro. Na Argentina, o CUT caiu 27,1%", informa o estudo da CNI. Nos Estados Unidos, o CUT caiu 3,9%. No Japão, a queda foi de 1,8%. Nos demais países analisados, o custo unitário do trabalho aumentou. O maior aumento, de 3,1%, foi registrado na Alemanha. O menor, de 0,2%, ocorreu na França. 

O CUT, que representa o custo em dólar com o trabalho para a produção de uma unidade de produto - por exemplo, um televisor, um carro ou um lápis -, é calculado a partir dos resultados da produtividade no trabalho, do salário médio real pago aos trabalhadores e da taxa de câmbio. "O custo com trabalho é um dos principais determinantes da competitividade de um país, pois está presente em todas as etapas da cadeia produtiva", afirma a economista da CNI, Samantha Cunha. No Brasil, em 2018, a produtividade aumentou 0,8%, o salário médio dos trabalhadores caiu 6,6% e o real teve uma desvalorização de 10,5% frente ao dólar, o que resultou na queda de 16,1% no custo unitário do trabalho em relação a 2017. 

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