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04-11-2019 - Mesmo em queda, juros altos limitam créditos para empresas
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A maioria das empresas gaúchas não contratou ou renovou linhas de crédito no primeiro trimestre de 2019, revela a pesquisa Sondagem Industrial do RS – Especial Crédito de Curto e Longo Prazos, divulgada pela FIERGS) Apenas 34,9% buscaram créditos de curto prazo e 20,6% de financiamentos de longo prazo. "As taxas de juros elevadas foram a maior dificuldade apontada para se obter o crédito. Os prazos muito curtos, as exigências de reciprocidade e de garantias reais também foram obstáculos importantes", explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. As altas taxas de juros foram indicadas por 70,2% (para créditos de curto prazo) e 64,5% (para financiamentos de longo prazo) das empresas consultadas no levantamento que enfrentam dificuldades.

Os bancos comerciais tradicionais seguiram como a principal fonte dos recursos obtidos pelas empresas que buscaram crédito de curto prazo no primeiro trimestre de 2019: 82,5%. Já nas linhas de longo prazo, este percentual diminuiu para 67,6%, mas continuou como o mais importante. "Essa diferença é explicada pela o alto percentual de operações de longo prazo direcionadas para os bancos de desenvolvimento", ressalta Petry. Este percentual chega a 24,3% ante apenas 3,2% nas linhas de curto prazo. As cooperativas foram a segunda opção mais procurada: 12,7% das empresas gaúchas, que acreditam ser a redução do custo do crédito (34% das respostas) e a ampliação da concorrência bancária (20%) as melhores alternativas para lidar com os problemas de crédito.

A Sondagem Especial mostrou que as principais finalidades do crédito no período foram o capital de giro, com mais ênfase nas linhas de curto prazo (77,2% das assinalações ante 42,3% nas linhas longas), e os investimentos, principalmente, nas linhas de longo prazo (30,8% ante 7% das linhas de curto prazo). O valor do crédito obtido pelas empresas variou de acordo com o tipo de operação no primeiro trimestre de 2019. Nas de curto prazo, 61,4% solicitaram valores superiores a R$ 1 milhão. Para esses valores, nas solicitações de crédito de longo prazo, o percentual somou 68,6%.

Comunicação da FIERGS