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18-11-2019 - Cadeia coureiro-calçadista firma compromisso pela sustentabilidade
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Vista como vilã ambiental por parte dos consumidores anos atrás, especialmente no que diz respeito à produção de couros, a cadeia produtiva do setor está atualmente  em outro patamar no quesito sustentabilidade, não somente com relação às questões  ambientais, mas também  nas sociais e  econômicas. Dia 13, entidades ligadas à cadeia, lideradas pela Abicalçados e pela Assintecal, promoveram o evento "Sustentabilidade: é hora de avançar", que reuniu um público de mais de 400 pessoas no Centro Cultural de Campo Bom/RS.
O encontro iniciou com a apresentação de Alexandre Birman, CEO da Arezzo&CO, uma das maiores empresas de calçados do Brasil. O grupo está em fase de adesão à certificação Origem Sustentável e foi um dos pioneiros na adoção da sustentabilidade em sua estratégia de negócios. Birman reconheceu os avanços já conquistados na área, porém lançou  um desafio arrojado, para que a cadeia coureiro-calçadista se torne a primeira certificada como sustentável, de ponta a ponta, no mundo. "É o nosso sonho e é por isso que a Arezzo luta há mais de 15 anos", disse. Com mais de 13 milhões de pares de calçados e 1,5 milhão de bolsas comercializados no ano passado, o grupo trabalha a cultura de sustentabilidade junto ao seu quadro de mais de 1,6 mil colaboradores. Além de envolver seu  público interno, a empresa incentiva o  engajamento de seu quadro de fornecedores, tendo lançado recentemente o Código de Conduta Socioambiental para esse público. O grupo tem como meta, até 2021,  ter todos os fornecedores certificados pelos programas Origem Sustentável (cadeia de calçados e componentes) e CSCB (couros).
O ponto alto da noite foi a apresentação das soluções para certificação de sustentabilidade para empresas da cadeia coureiro-calçadista. Detalhando o Origem Sustentável, que certifica fabricantes de calçados e componentes com práticas sustentáveis nas dimensões ambiental, econômica, social e cultural, Cristian Schlindwein, gestor de Projetos da Abicalçados, e Ilse Guimarães, superintendente da Assintecal, frisaram que o programa foi reformulado em 2019. Desde então, passou a ter uma maior assertividade nas avaliações, que são desenvolvidas por auditorias externas, sob responsabilidade da ABNT, Senai e, SGS,  com a  gestão do Instituto by Brasil (IBB). O programa é baseado em indicadores de sustentabilidade que avaliam todo o processo produtivo das empresas, sendo que o cumprimento de 100% deles resulta na certificação  Diamante, de 90% na Ouro, de 75% na Prata e de 50% na Bronze.
Os gestores apresentaram, ainda, os cases da Bibi (Diamante), Cipatex (Ouro) e Vulcabras/Azaleia (Ouro). A primeira conseguiu uma redução de 20% nos custos com energia por meio do uso de fontes renováveis e a redução considerável de resíduos gerados no processo industrial, entre outros. Já a Cipatex atingiu 100% dos resíduos industriais tratados, enviados para reciclagem ou para a destinação adequada, e a economia de 50% no uso de água. A Vulcabras/Azaleia, por sua vez, atingiu 10% na redução de efluentes, 15% de redução no uso de matérias-primas, 25% de redução na geração de resíduos e 95% de economia no uso de água tratada, por meio de tratamento interno.

A apresentação da certificação para curtumes foi realizada pelo gestor de Inteligência Comercial do CICB, Rogério Cunha. A Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB) avalia indicadores nos pilares ambiental, econômico e social, com auditorias externas realizadas pelo IFBG (Falcão Bauer) e Senai. Seguindo a escala Diamante, Ouro, Prata e Bronze, no mesmo modelo do Origem Sustentável, o programa visa a melhoria de processos, do ambiente de trabalho, a aplicação dos conceitos de sustentabilidade em todas as áreas e os ganhos econômicos proporcionados. Atualmente, estão certificados na categoria Ouro o curtume Fuga Couros, Mats, Courovale e JBS Couros.

Comunicação da Abicalçados