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21-11-2019 - Dólar alto é fator positivo para exportações da indústria de calçados
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O dólar bateu esta semana a marca dos R$ 4,20, a maior cotação desde a criação do Plano Real e fator que, por si só, é motivo de comemoração para os exportadores brasileiros. Na indústria calçadista, porém, a alta acentuada da moeda norte-americana respinga nos insumos, elevando o custo de produção. O comércio com outros países, que também é sensível às oscilações do mercado externo, ainda sofreu um revés nas exportações para a Argentina, deixando o saldo de receita das vendas de calçados brasileiros abaixo do esperado no acumulado do ano até outubro, com alta de apenas 0,6% ante o mesmo período do ano passado.

 

O cenário, no entanto, segue promissor para o Grupo de Importadores que participou da Zero Grau, feira de calçados que ocorre anualmente em Gramado e que terminou ontem (20). O representante do grupo e também das marcas Usaflex e Kildare, Luciano Schweitzer, falou que "a queda nas vendas para a Argentina, segundo maior mercado dos calçados brasileiros, prejudica as exportações brasileiras no acumulado do ano, mas destacou que o Grupo de Importadores foi criado para diversificar os clientes, então a questão da Argentina pôde ser minimizada porque os negócios são variados. Enquanto o país vizinho não está indo tão bem, outros estão abrindo mercado para o produto brasileiro.

Destacou que os Estados Unidos aumentaram as importações, países do Oriente Médio voltaram a comprar, além da Ásia. É longe do volume que fazem Estados Unidos e Argentina juntos, mas são "sementinhas" que levam o nome da marca brasileira para o exterior.

 Jornal do Comércio