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22-11-2019 - Consumo maior sustenta números no trimestre
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 Os sinais de melhora da economia doméstica atenuaram os ventos contrários vindos do exterior e sustentaram os balanços das empresas no terceiro trimestre. Em boa hora, o consumo começou a impulsionar o mercado interno, o que garantiu certa estabilidade num momento em que o medo de uma guerra comercial atingiu em cheio os preços das commodities, reduziu a demanda nos mercados globais e interferiu no câmbio.

Se no primeiro e no segundo trimestres as empresas de capital aberto falaram muito de expectativas - um tanto frustradas - quando se referiam à melhora do mercado doméstico, no terceiro trimestre a retomada começou a aparecer nos balanços, sobretudo no caso das empresas de setores dependentes da economia doméstica como consumo, varejo, energia e saneamento e construção civil - foi o primeiro trimestre desde o fim de 2017 em que o resultado líquido consolidado das incorporadoras ficou no azul, puxado pelo desempenho das companhias de média e alta rendas.

Mesmo as fabricantes de bens industriais, como máquinas e equipamentos e implementos automotivos, que demoram mais tempo para acusar a recuperação da economia, tiveram aumentos de receita e encomendas no mercado doméstico.

Valor Econômico