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18-12-2019 - Calçadistas avaliam 2019 como de começo da recuperação
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Após um período difícil, o setor calçadista começou sua recuperação em 2019. Apesar de graduais, os efeitos já puderam ser sentidos, com a produção crescendo 2,1% entre janeiro e outubro (dado mais atual) em relação ao mesmo período do ano passado. A performance, conforme a Abicalçados, foi puxada pelas exportações, que registraram incremento de 3,8% no entre janeiro e novembro deste ano, no comparativo com intervalo correspondente de 2018.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o mercado doméstico, que representa mais de 85% das vendas do setor calçadista, andou de lado em 2019. Até outubro, segundo o IBGE, as vendas do varejo ficaram estáveis, mas apontando para uma leve recuperação no mês 10, de 2,5% em relação ao seu correspondente de 2018.
Já as exportações, que alcançaram 104 milhões de pares até novembro, foram impulsionadas pelos Estados Unidos, principal destino do calçado brasileiro no exterior. No período, os norte-americanos importaram 10,8 milhões de pares, 26,5% mais do que em 2018. "O resultado teve influência direta da guerra comercial instalada contra a China, que fez com que os importadores locais passassem a importar de países alternativos ao asiático em função das sobretaxas aplicadas", explica Ferreira. Por outro lado, o dirigente ressalta que o resultado dos embarques totais poderia ter sido ainda melhor, não fosse a crise da Argentina, segundo mercado internacional para o calçado brasileiro. "Não fosse a queda das exportações para a Argentina, de quase 20% até novembro (9 milhões de pares), teríamos logrado um resultado muito melhor, de incremento de quase 6% no geral", comenta, destacando a grave crise pela qual passa o país, com queda generalizada no consumo de calçados.

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, o setor terminou outubro gerando 284,5 mil postos de trabalho, 1,2% menos do que no mesmo período de 2018. "Apesar disso, desde dezembro de 2018 a indústria calçadista criou mais de 11 mil postos, o que apontou para uma recuperação gradual ao longo do ano", avalia o executivo.

Comunicação da Abicalçados