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04-03-2020 - Reforma trabalhista reduziu incertezas, mas inovações da lei exigem maturação
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Mais de dois anos após a nova legislação trabalhista entrar em vigor, o mercado de trabalho do país ainda está se adaptando às novidades implementadas pela reforma sancionada no governo de Michel Temer. A crise fez com que empresários demorassem a testar os novos instrumentos, e foi só a partir do 2º semestre de 2019 que o reaquecimento da economia se traduziu em aumento de vagas de empregos formais.  



Essa é a avaliação do economista e pesquisador do IPEA, Carlos Henrique Corseuil. Ele acredita que, com a retomada da atividade econômica, novas modalidades de contratação como o trabalho intermitente, a jornada parcial e o home office devem ganhar força no Brasil. "Há uma fase de maturação, de exploração e de checagem da validade dos instrumentos permitidos pela nova legislação. No caso da reforma trabalhista, essa espera não foi custosa para os empresários porque, devido à fraca atividade econômica, os níveis de contratação permaneceram baixos por muitos meses. Atravessamos um período de incertezas, mas agora as coisas estão se consolidando, e já vemos reflexos no mercado de trabalho. Exemplo disso é o aumento do contrato intermitente no ano passado", explica.


O trabalho intermitente é uma modalidade em que o funcionário presta serviço apenas algumas vezes por semana. Ele recebe pelas horas trabalhadas, incluindo os valores do INSS e FGTS, além das férias e 13º salário proporcionais. A modalidade cresceu 70% entre novembro de 2018 e novembro de 2019. 


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