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27-03-2020 - O Rio Grande do Sul tem saída

 Entra governo e sai governo e a realidade gaúcha segue muito difícil. E seguirá assim enquanto não foram enfrentados os grandes entraves ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Mas existe saída. Um caminho foi apresentado há alguns dias pela FIERGS, no documento denominado Custo RS, que identifica os 30 maiores entraves à competitividade do setor industrial gaúcho nas áreas de Relações do Trabalho, Tributação e Burocracia, Infraestrutura e Logística, Energia, Comércio Exterior e Meio Ambiente. Dividido em seis áreas, este documento traduz as dificuldades práticas que os empreendedores enfrentam. Para cada obstáculo, foram apontadas soluções e encaminhamentos
O documento da FIERGS lamenta que desde 2013 o RS apresenta a maior carga tributária de ICMS sobre a indústria. Adiciona que, entre os estados industrializados do País, o RS apresenta o maior custo operacional para as empresas em comparação às demais unidades da Federação (50,4%, contra 44,8% da média brasileira), o coloca em posição de desvantagem, atrás de São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.
Então, percebemos a existência de projetos do Governo do Estado tentando tornar a máquina administrativa menos pesada. Também vimos com entusiasmo a decisão de reduzir o ICMS para a indústria calçadista. São medidas necessárias para que o RS se recupere.
E que este processo permaneça e se intensifique. É claro que o momento atual, em que o mundo está abalado pelos efeitos do coronavírus, isto fica mais difícil. Contudo, isto vai passar e nós estamos sempre dispostos a seguir fazendo a nossa parte, gerando benefícios para o nosso Rio Grande do Sul. E faremos muito mais quando for menor o Custo RS.
 
Heitor Schreiber / Vice-Presidente do Sinmaqsinos.