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14-04-2020 - As pessoas têm que estar vivas, mas precisam ter renda, afirma presidente da Fiergs
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Com medidas de segurança, indústrias retornaram parcialmente a suas atividades na região dos vales e da serra gaúcha nesta segunda-feira (13).  Em março, a pandemia parou a produção de 57,4% das indústrias gaúchas, conforme pesquisa da FIERGS.  O presidente da entidade, Gilberto Petry, afirmou que o efeito do retorno das operações do setor só poderá ser avaliado a partir de terça-feira (14). Contudo, frisou a situação de esfriamento do comércio.


- A indústria só produz se ela tiver onde desovar, certo? Não adianta um fabricante de calçados fazer um produto se ele não vai poder vender. Tu vês que tem uma determinada incoerência, que é a seguinte: eu posso entrar em um supermercado e comprar um tênis. Mas não posso entrar em uma lojinha, que seja gerida pelo dono e o funcionário, lá eu não posso entrar porque está fechada. O governo poderia, talvez, ter dito que não se pode vender no supermercado geladeira, máquina, tênis, camisa, isso não poderia. Deveria ser apenas para a alimentação. Porque aí tu estás dizendo que esse vai continuar e o outro, mais adiante, pode não mais existir - defendeu.

 

Petry avaliou como positiva a medida sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que oferece auxílio de R$ 600 às pessoas de baixa renda, e disse que é necessário atentar para a relação dívida/PIB do Brasil. Ele avaliou que não é possível comparar o país com Alemanha, Estados Unidos ou China,porque a economia é outra.  Contudo, expressou preocupação:

 

- As pessoas têm que estar vivas, mas elas têm que ter renda, e eu não sei qual é o fôlego que o governo brasileiro tem para financiar essas pessoas que não têm nenhuma reserva, nenhuma renda.

 

Zero Hora