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19-04-2020 - Momento é de adaptação para as empresas
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Adaptar-se. Esse é o mantra que as companhias precisam ter em mente durante e após a passagem da crise gerada pela pandemia do coronavírus. Essa máxima foi defendida e empregada no último painel do Fórum da Liberdade - Em Casa, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), que teve como tema "O Papel do Empreendedor".

 
 
O CEO do Nubank, David Vélez (foto) afirmou que uma das consequências da crise será o aceleramento da adoção dos processos digitais. Segundo ele, muitas pessoas estarão mais à vontade para participar de videoconferências, por exemplo, ou adotar o trabalho remoto. Conforme o CEO do banco digital - que tem, hoje, 23 milhões de clientes -, durante este período de isolamento, foi possível perceber que pessoas que apresentavam resistência em utilizar mais frequentemente os recursos tecnológicos, como idosos, têm aderido a soluções como contas digitais.Quanto aos reflexos das dificuldades atuais no Brasil, o presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner, José Galló, recorda que os brasileiros, historicamente, passaram por situações complicadas, como inflação de 80% ao mês (ocorrida na década de 1990). "Muitas dessas pessoas e empresas continuaram operando e crescendo", ressalta. O dirigente destaca que a primeira etapa de uma crise é o pânico, depois seguem o realismo, a solidariedade e a negociação. De acordo com Galló, é preciso gerar confiança em horas como essa, e as saídas precisam ser construídas em conjunto. O presidente do Conselho de Administração da Lojas Renner projeta que os obstáculos impostos pela crise farão com que sejam aceleradas reformas como a tributária, a administrativa e a política, que ele considera como fundamentais para aumentar a competitividade do País.
 
 
Jornal do Comércio