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15-05-2020 - Cenário pós-pandemia será de reindustrialização do setor coureiro-calçadista
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Se por um lado o novo coronavírus (Covid-19) preocupa o setor coureiro-calçadista, por outro traz boas perspectivas para o cenário pós-pandemia. O panorama futuro para as indústrias de couro e calçado no Brasil é de reindustrialização. A avaliação é de André Nodari, presidente da Abrameq e diretor da NBN Automação Industrial (Porto Alegre/RS) e de André da Rocha, vice-presidente da Abrameq e diretor da Master Soluções que Conectam (Novo Hamburgo/RS). Os dirigentes participaram nesta quinta-feira, 14 de maio, da terceira edição da live Os novos rumos no setor coureiro-calçadista, promovida pelos jornais Exclusivo e NH.

 
Para Nodari, a reindustrialização do setor coureiro-calçadista brasileiro deve acontecer no médio prazo. "Sofremos com a desindustrialização no Brasil há no mínimo 30 anos, desde o Plano Real. Fomos perdendo indústrias e ficando cada vez mais dependentes do oriente, especialmente da China. No cenário pós-pandemia isso vai mudar um pouco as cadeias de distribuição e teremos a tão desejada reindustrialização", sustenta.
 
O presidente da Abrameq acrescenta o processo de reindustrilização é vital para o setor, especialmente pela indústria ter um papel fundamental no desenvolvimento do Brasil. "A indústria espalha prosperidade dentro do País, traz empregos de boa qualidade, agrega valor, promove o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das pessoas", cita Nodari.
 
No curto prazo, na avaliação de Rocha, o setor não deve sofrer com a desindustrialização, mas com redução nos investimentos em tecnologia. "No momento em que a economia começar a voltar ao normal, acredito que aumentará a procura por soluções que melhorem a produtividade, a sustentabilidade, aumentem a nossa capacidade competitivia. Não acredito em desindustrialização, acredito em desaleceração em investimentos no curto prazo", salienta o VP da Abrameq e diretor da Master.
 
O cenário pós-pandemia é de oportunidades para a indústria brasileira. "O mundo não é globazlizado, ele depende da China. No pós-pandemia, os Estados Unidos começarão a olhar para a América Latina como um desenvolvimento de cadeia produtiva. Não temos condições de substituir a China. Entre nós e os chineses existe uma diferença de capacidade de volume e de logística muito grande. No entanto, temos competitiva, juro baixo e o mercado vai procurar no ocidente alternativas de fornecimento. Em tese temos uma combinação muito boa de possibilidades, agora depende da gente conseguir transformar isso em realidade", analisa Rocha.
 
A live Os Novos Rumos no Setor Coureiro-Calçadista teve mediação da jornalista Luana Rodrigues, editora-chefe do Jornal Exclusivo e da Revista Lançamentos, veículos segmentados do Grupo Sinos.
 
Para assistir a live, acesse https://bit.ly/365X4JR