Notícias
21-05-2020 - Linha para folha fracassa e Câmara deve mudar MP
...

O Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), criado pelo Banco Central para financiar a folha de pagamentos das empresas com recursos do Tesouro Nacional e dos bancos e assim tentar conter demissões, não decolou e tem tido um desempenho considerado um "fiasco" dentro do próprio governo. Com apenas R$ 1,6 bilhão - de um total programado de R$ 40 bilhões - repassados para as empresas em um mês e meio, o Congresso já discute com a equipe econômica mudanças no programa para tentar fazê-lo deslanchar. Uma das ideias em debate é elevar a garantia do Tesouro de 85% para 100%, ou seja, o governo assumiria todo o risco de calote das empresas para tirar as amarras dos bancos na concessão do empréstimo.

 
Diante do fraco resultado, o Tesouro enviou apenas a primeira metade, de R$ 17 bilhões, prometida. A segunda tranche dependerá do comportamento da linha de crédito e das eventuais alterações que o Congresso pretende fazer. E só será repassada se o BNDES, responsável pela operação do programa, demandar o dinheiro.
 
Valor Econômico