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02-07-2020 - Em maio, PIB tem maior alta em 30 anos, mas pouco recupera
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Após a queda recorde em abril, de 9,1%, o PIB subiu 4,2% em maio, frente ao mês anterior, segundo estimativa preliminar da equipe responsável pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas. Se confirmada, será a maior alta desde janeiro de 1991, quando cresceu 8,9% entre o fim do Plano Collor I e o início do Plano Collor II, um período de marcada instabilidade.

 

Diferentemente do visto no início dos anos 90, quando a economia funcionava como um "desliga, religa" diante dos choques, com recuperação em "V", a alta estimada para maio deste ano recupera menos da metade das perdas da pandemia. De acordo com os cálculos da FGV, somadas as perdas de março (-5,1%) e abril (-9,1%), o PIB acumulou queda de 13,1%.
 
Para junho, a equipe do Monitor do PIB estima que a economia deve ter leve alta de 0,1% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Nesse caso, os cálculos foram feitos basicamente com base nas sondagens da FGV. Para estimar os resultados de maio, a equipe lançou mão de uma bateria de indicadores setoriais divulgados nas últimas semanas.
 
Valor Econômico