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14-07-2020 - Propostas anticrise são adotadas pelo governo
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Medidas emergenciais e temporárias são fundamentais para atenuar o impacto da pandemia do novo coronavírus e garantir a sobrevivência de empresas e a renda de milhões de trabalhadores. Por isso, ainda em março, a CNI, com o apoio de federações e associações setoriais, propôs ao governo federal um conjunto de 38 medidas urgentes contra a crise. Depois, em abril, outras 30 novas ações foram sugeridas aos representantes dos três Poderes, totalizando 68 recomendações em diversas áreas, como trabalhista, tributária, creditícia, ambiental e de infraestrutura. Dentre elas, 50 já foram adotadas total ou parcialmente. 

 

“Todas as áreas foram contempladas de alguma forma com medidas emergenciais”, diz Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI. Segundo ele, “houve uma sensibilidade e uma real compreensão por parte do governo federal de que, em uma crise, algumas pautas não podem ser consideradas da mesma forma que nos momentos de normalidade”.

Grande parte dessas medidas é temporária, muitas com duração de até três meses. Porém, já há razões para estender algumas delas, levando em consideração que o período da crise está sendo maior do que se imaginava inicialmente.


O primeiro grupo de propostas foi lançado em março de 2020 e o segundo, em abril, bastante focados na área de crédito. “Hoje, o principal gargalo das empresas é a falta de financiamento e a falta de capital de giro”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo de Economia da CNI. Ele explica que, durante a crise, as empresas mantiveram suas despesas, mas perderam receitas, total ou parcialmente.

 

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