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20-08-2020 - Indicador de Clima Econômico na América Latina avança no 3º trimestre
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O Indicador de Clima Econômico (ICE) na América Latina subiu no terceiro trimestre de 2020, saiu de 59,9 pontos negativos para 43,2 pontos negativos. Apesar disso, o índice se mantém na zona desfavorável do ciclo econômico, embora na comparação com o trimestre anterior, tenha alcançado um ganho de 16,7 pontos. O ICE divulgado, ontem (20), pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é calculado com base na média geométrica do Indicador da Situação Atual (ISA) e do indicador de Expectativas (IE).

 
Entre o segundo e o terceiro trimestres o ISA passou de 89,6 pontos negativos para 98,0 pontos negativos. Já a variação do IE é de 22,3 pontos negativos para 41,1 pontos positivos. Para a FGV, a reversão nas expectativas que passaram de pessimistas para otimistas explica a melhora no clima econômico, enquanto as avaliações da situação atual pioraram.
 
Ainda que com a permanência na zona desfavorável, com percentual de respostas negativas acima das positivas, o ICE subiu em todos os países selecionados para análise menos no México, onde o recuo foi de apenas 2,5 pontos. Os maiores avanços no ICE nos outros países, na comparação entre o 3º e 2º trimestres de 2020, ficaram com a Argentina (alta de 39,7 pontos), seguida do Brasil (28,9 pontos) e do Paraguai (28,5 pontos). O início do processo de renegociação da dívida da Argentina e o desempenho relativamente favorável no combate à pandemia podem ter influenciado no cenário econômico do país, onde o ICE é de 27,5 pontos negativos no terceiro trimestre.
 
Agência Brasil