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25-08-2020 - Complexidade e distorções tributárias travam inovação
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O sistema tributário brasileiro é complexo, burocrático e com distorções que elevam os custos das empresas, penalizam as exportações e os investimentos e trazem insegurança jurídica e problemas com o fisco. A combinação desses fatores cria barreiras para a indústria nacional se integrar a cadeias produtivas globais e focar recursos no que deveria: inovação, pesquisa e qualificação da mão de obra.

 
Esses são considerados elementos fundamentais para o setor sobreviver a crises, como a que o país enfrenta, em consequência da pandemia do coronavírus, e competir com outros mercados.
 
A afirmação é unânime entre 12 empresários, líderes de associações de diferentes segmentos da indústria, advogados tributaristas, economistas e pesquisadores consultados. Parte deles participa ativamente do debate e das propostas de reforma tributária, defendida para simplificar a tributação e minimizar os impactos desse sistema.
 
"Infernal", "esquizofrênico", "anacrônico", "cheio de puxadinhos" e "manicômio tributário" são expressões frequentes usadas por eles para dar dimensão do que envolve a questão.
 
Enquanto em ao menos 150 países as indústrias pagam um imposto único, o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA  ou uma variação dele, aqui são cinco tributos, cobrados pela União (IPI, PIS, Cofins), por estados (ICMS) e municípios (ISS), que incidem direta ou indiretamente sobre o consumo de bens e serviços.
 
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