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18-11-2020 - Política industrial para reforçar a participação do Brasil mercado global
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Especialistas miram nos exemplos que vêm de fora para reforçar a importância do Brasil definir uma política industrial com o objetivo de dar musculatura suficiente para o país competir no mercado internacional. Com a participação do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, e do economista CEO da Fator Administração de Recursos (FAR), Paulo Gala, o painel mediado pelo gerente de Políticas Industriais da CNI, João Emilio Gonçalves, tratou dos componentes que devem integrar uma política industrial eficiente.

 

Os especialistas enfatizaram que a política industrial voltou com força à agenda dos países mais competitivos do mundo. Destacaram que com o surgimento da Indústria 4.0, os governos das principais nações industriais têm trabalhado em políticas robustas para fomentar o desenvolvimento e incorporação de tecnologias digitais nas empresas.

 

"Sem uma política industrial adequada não teremos condições de competir no mercado global. É como colocar o boxeador peso pena para lutar com o Mike Tyson no auge da sua forma", comparou o economista Paulo Gala. Ele defendeu que uma política industrial eficiente deve ter uma meta clara, com um espaço de tempo bem definido e a missão objetiva de conquistas mercados internacionais. "Basta olhar para os países mais desenvolvidos como os EUA, a Alemanha, China ou Coréia do Sul. Empresas como Samsung ou Hyundai não nasceram do espírito empreendedor de um coreano, mas de uma política bem desenvolvida e articulada entre governo e iniciativa privada", comentou.

 

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