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03-01-2021 - CNI espera melhora da economia em 2021
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A recuperação da economia no segundo semestre de 2020 deve se manter ao longo do próximo ano, com um maior ritmo de crescimento a partir de julho. Entretanto, ainda há muitas incertezas sobre o cenário político para 2021, principalmente em relação ao compromisso do governo Jair Bolsonaro com o ajuste fiscal, a aprovação de novas reformas estruturais como a tributária e a adoção de medidas para conter o desemprego, que deve aumentar ao longo dos próximos meses.

 
Também contribuem para esse quadro de incertezas a indefinição sobre a manutenção do auxílio emergencial, ainda que num valor menor e somente nos primeiros meses de 2021, e a disputa pelas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em fevereiro. Na área sanitária, o progresso nas vacinas contra a Covid-19, que começaram a ser aplicadas na Europa em dezembro, é uma notícia positiva, mas ainda há dúvidas sobre como os novos casos da doença poderão impactar a economia mundial e brasileira.
 
A economista da gestora Garde Asset, Natalie Victal, afirma que a questão fiscal é o principal desafio da área econômica a ser resolvido pelo governo federal no próximo ano. Segundo ela, houve um aumento da dívida pública no esforço de combater os efeitos da Covid-19, mas ainda não está claro como o governo pretende encaminhar esse tema. "Não sabemos ainda como tudo vai funcionar. Quando a gente conversa com as pessoas em Brasília, os sinais que alguns agentes emitem são conflitantes", explica.
 
"Dependendo da escolha, vemos um cenário diferente. Caso a escolha seja o comprometimento com a manutenção da sustentabilidade fiscal de médio a longo prazo, o crescimento vai ser um pouco mais lento no primeiro semestre, porque a economia precisa, na nossa cabeça, digerir tudo que aconteceu ao longo desse 2020. Mas se não houver compromisso fiscal, o crescimento será menor", prevê a economista.
 
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