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08-02-2021 - FMI otimista com retomada na América Latina
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O FMI demonstra otimismo sobre a retomada econômica na América Latina e no Caribe, mas também alerta para riscos, como a piora do quadro na pandemia no fim do ano passado ou o risco de vacinação contra a covid-19 mais lenta do que o previsto. A avaliação foi feita durante entrevista coletiva virtual de Alejandro Werner, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo. Werner disse que uma piora recente nos números da pandemia já representam uma ameaça para a retomada "desigual" e com "enormes custos humanos" atual.

 

 

O FMI projeta que a América Latina e o Caribe registrem crescimento de 4,1% em 2021 e de 2,9% em 2022, após contração de 7,4% em 2020.

 

Para o Brasil, espera avanço de 3,6% neste ano e de 2,6% em 2022. No caso da Argentina, a expectativa é de crescimentos de 4,5% e 2,7%, respectivamente, e no do México, de 4,3% e 2,5%. Já para a economia chilena, espera crescimento de 5,8% em 2021 e de 3,5% em 2022.

 

O FMI considera que, após a forte contração registrada no segundo trimestre de 2020, houve recuperação rápida em alguns países no terceiro trimestre, superando as expectativas, em nações como Brasil, Peru e Argentina, com o setor manufatureiro mostrando mais impulso do que o de serviços, diante do efeito maior da pandemia sobre estes.

 

Para o Fundo, a perspectiva da região melhorou diante da expectativa por avanços na vacinação contra a covid-19, que ajudará a normalizar a atividade econômica, pelo impulso na economia dos EUA e também por preços melhores de matérias-primas no mercado internacional. Um atraso na vacinação, porém, pode provocar efeito contrário, advertiu.

 

Agência Estado