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18-02-2021 - Produção de bens de capital foram mais afetadas em 2020
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Em 2020, a produção física de bens de capital no Brasil recuou 9,4% em comparação com o ano anterior. Essa queda é mais intensa do que a verificada para total da indústria nacional no período, que foi de -4,5%.

 

A incerteza provocada pela pandemia e a paralisação de parte da economia tiveram impactos diretos sobre setor. Primeiramente, a falta de visibilidade do cenário futuro fizeram com que a intenção de investir, medido pela Sondagem Industrial, caísse para o menor nível da série história. Projetos foram adiados e cancelados com a eclosão da pandemia. Da mesma forma, o elevado grau de ociosidade também provocou a revisão da necessidade de expansão e modernização do parque industrial bem como da evolução de novos empreendimentos.

 

Destaca-se que esse resultado foi atenuado pelo crescimento de 6,4% na produção de Bens de Capital Agrícolas, segmento com grande participação na produção total. Por outro lado, os Bens de capital para equipamento de transporte recuaram 22,6% em resposta ao recuo de 33,0% nas vendas de ônibus e 12,3% nas de caminhões no ano passado.

 

No caso dos Bens Capital para fins industriais, destaca-se a queda expressiva nos bens não-seriados, que são aqueles também chamados de "sob encomenda". Ainda que o IBGE não divulgue esses dados por regiões, sabemos que esse segmento é bastante relevante também para indústria do Rio Grande do Sul.

 

Os dados de novembro e dezembro mostraram um aquecimento para os bens de capital não-seriados, com crescimento de 11,1% e 32,8% na comparação interanual, respectivamente. A continuidade da ocupação da capacidade industrial ao longo de 2021 será decisiva para o estabelecimento de um novo ciclo de investimentos.

 

Unidade de Estudos Econômicos - FIERGS