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22-03-2021 - Indústria vê falta de insumos como maior problema do setor e vacina como bússola do PIB
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Nesta segunda-feira (22), a CNI apresentou uma revisão de suas projeções para a economia, com previsão de queda de 7,2% na atividade em março e em abril. Nos três cenários que traça para o Brasil, a principal variável é o ritmo de vacinação, mas para as fábricas especificamente, o maior obstáculo ao crescimento é "a falta de insumos e matérias-primas, consequência da desestruturação das cadeias produtivas", segundo o Informe Conjuntural do 1º trimestre. 

 

Conforme o estudo, as dificuldades de fornecimento começaram a atingir o país antes mesmo da pandemia, quando a paralisação das atividades em países fornecedores, como a China, afetou a oferta de insumos importados. A rápida retomada industrial, que se acentuou a partir de junho passado, fez o problema se espalhar. No final de 2020, 75% das empresas relataram dificuldades para obter matérias-primas ou insumos domésticos.

 

Para a economia como um todo, a CNI faz três cenários, em que a vacinação faz a diferença. O otimista teria imunização acelerada e reação rápida a partir de maio, com alta de 4,5% no PIB do ano. O pessimista, em que "a piora significativa da situação sanitária obrigará os entes públicos a endurecer as medidas de distanciamento social e de restrição da atividade econômica, teria avanço restrito a 0,6%. O mais provável, para a entidade, inclui "medidas restritivas mais amplas e duradouras que no cenário otimista, mas menos intensas e duradoras que as adotadas em 2020", o que representaria crescimento de 3% no ano.

 

Zero Hora