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14-06-2021 - Governo e empresas estudam racionalização de energia
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De olho na deterioração do nível dos reservatórios das hidrelétricas e possíveis problemas de abastecimento nos próximos meses, os grandes consumidores de energia elétrica decidiram criar um programa de racionalização para evitar o colapso do sistema.O governo também tem nas mãos uma MP que cria condições para adoção de um racionamento de energia. A intenção é criar um comitê de crise que terá o poder de adotar medidas como a redução obrigatória do consumo e a contratação emergencial de termoelétricas - mesmas medidas adotadas em 2001, quando a população e as empresas foram obrigadas a diminuir a carga em 20%.


A MP propõe a formação de um grupo que poderá mudar a vazão de hidrelétricas de forma imediata, sem aval de outros órgãos e de Estados e municípios. Os custos das medidas serão pagos pelo consumidor, por meio de taxas na conta de luz. O texto está sendo analisado em meio à pior crise hidrológica que o Brasil viveu nos últimos 91 anos.


Depois da experiência do racionamento de 2001, que afetou o PIB do País e interrompeu a produção de várias empresas, o setor produtivo não quer ser surpreendido com cortes obrigatórios. O plano que vem sendo desenhado prevê medidas para aliviar o sistema nos horários de pico, normalmente entre 18h e 21h. A preocupação maior hoje é com aumento de apagões nesses períodos, quando a carga sobe e pressiona o sistema elétrico.


Por isso, uma das propostas em estudo é o deslocamento da produção para outros períodos, fora dessa faixa. Outra medida seria o acionamento de geradores a diesel no horário de ponta para desafogar o sistema. Desde o racionamento de 2001, muitas empresas adquiriram esses equipamentos para se precaver. Para as empresas que podem migrar de eletricidade para o gás, uma alternativa seria usar caldeiras a gás em vez de elétricas.


Jornal do Comércio