Notícias
04-09-2021 - FIERGS diz que medidas para redução da demanda por energia são importantes, mas há necessidade de outras ações
...

O agravamento da crise hídrica brasileira, com a escassez de chuvas, deverá se estender para além de 2021 e provocará impacto em todos os setores da economia, com reajuste no custo da energia. "Algumas iniciativas do governo federal para reduzir a demanda e aumentar a disponibilidade de energia em consequência da falta de água nos reservatórios foram tomadas, como a contratação de energia nova de térmicas e o aumento da importação", diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

 
Em relação ao RS, o presidente da FIERGS afirma ser fundamental um esforço por parte do setor público para destravar os projetos de empreendimentos do setor de energia. Na Região Sul, a geração de energia está assim distribuída: 63% hidráulica, 15% térmica, 10% eólica, 7% fornecida por outras regiões do país e 5% importada da Argentina e Uruguai.
 
O Rio Grande do Sul importa, em média, 30% da energia que necessita para suprir seu consumo. Contudo, lembra Gilberto Porcello Petry, o Estado tem enorme potencial de geração de energia limpa e renovável, que o tornaria grande exportador. Há inúmeros projetos em diferentes estágios de aprovação para licenciamento ambiental.
 
Em meio à crise de energia que afeta o Brasil, a indústria pode sofrer impactos que chegarão ao consumidor no produto final, observa a FIERGS. O país ainda não chegou ao patamar de 2001, quando houve uma crise de abastecimento pior que a deste ano, com racionamento compulsório no consumo de energia, e é necessário evitar que isso ocorra novamente. 
 
Comunicação da FIERGS